Mensagem do Presidente do Município
Caro(a) ResendenseManter um sentido de comunidade e enfrentar os desafios de tempos exigentes.
Em Resende, como tenho repetido exaustivamente, nunca tivemos vida fácil.
Há tendências dos tempos, que tardamos em perceber, que hoje são muito mais visíveis para todos. É tempo de escassez! Há fenómenos mais claros que acentuam o centralismo e põem em causa equilíbrios necessários às lógicas de construção territorial alargada e ao que hoje vulgarmente se chama de coesão.
Reivindicamos à União Europeia politicas de coesão, em geral, mas depois cá dentro continuamos com um país inclinado só para um lado!
Nos tempos mais recentes ouvimos importantes vozes do Norte a denunciarem esses malefícios que retiram à região autonomia e instrumentos de afirmação e desenvolvimento. Desde o aeroporto Sá Carneiro à Casa da Música, do Metro do Porto a um simples programa de televisão deslocalizado para Lisboa, tudo são agora sinais preocupantes.
Merecem como muitos têm defendido uma posição de indignação e devemo-nos associar a essa indignação!
Apenas com uma pequena nota que os tempos de crise ajudam a perceber.
Afinal tudo começou com muitos daqueles que hoje se indignam, indiferentes aos enormes atentados que resultaram e resultam no esvaziamento de comunidades mais interiores como a nossa!
Políticas para o interior, investimentos seletivos, infra-estruturas e qualificações com décadas de atraso, e agora o encerramento de tribunais, centros de saúde, serviços públicos em geral, freguesias e o que vem a seguir.
Dirão que... toca a todos! Não é bem assim!
Se muitos dos que agora se queixam, e sofrem também com os tentáculos do “monstro” que é o centralismo, estivessem mais atentos, talvez tivéssemos um país melhor organizado no seu território e com toda a probabilidade com governos mais eficientes!
Com muita estima pessoal,
António Borges
[Presidente da Câmara Municipal de Resende]








